Compreender um texto significa entender o que ele diz de forma explícita — as informações que estão claramente escritas. Interpretar vai além: é relacionar o que está escrito com o contexto, inferir sentidos implícitos e captar a intenção do autor.
Em provas de concurso, estas habilidades são testadas por meio de textos de diferentes gêneros (notícias, artigos, crônicas, textos literários) seguidos de questões que cobram desde a localização de informações até a identificação de ironia, pressupostos e intenção comunicativa.
A compreensão literal envolve identificar informações que estão expressas diretamente no texto. As questões pedem para o candidato localizar dados, personagens, datas, causas e consequências mencionadas pelo autor.
A interpretação exige que o leitor vá além do que está escrito. As bancas cobram: inferências, pressupostos, implicaturas e o ponto de vista do autor.
O tema é o assunto geral do texto. A ideia principal (ou tese) é o que o autor defende sobre esse tema. O argumento é o que o autor usa para sustentar sua tese.
Para encontrar a ideia principal, pergunte-se: "O que o autor quer que eu entenda ao final da leitura?" A resposta quase sempre aparece na introdução ou na conclusão.
Questões sobre vocabulário pedem o sentido de uma palavra dentro do contexto do texto — não seu significado de dicionário. Palavras polissêmicas (com vários sentidos) são as favoritas das bancas.
Estratégia: substitua a palavra pela alternativa proposta e veja se o sentido do trecho se mantém coerente.
O edital do TJ/CE especifica "gêneros variados", o que significa que a prova pode trazer textos literários, jornalísticos, científicos, publicitários, humorísticos e até textos multimodais. Reconhecer o gênero textual já é metade do caminho.
Ele indica o registro linguístico (formal ou informal), a finalidade (informar, persuadir, entreter) e como interpretar o tom do autor.
O TJ/CE cobra tanto o explícito quanto o implícito. Por trazer textos literários com maior frequência, exige mais atenção a figuras de linguagem como ironia, metáfora e eufemismo.